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ANA promove encontro sobre águas subterrâneas com servidores da Agência e de órgãos gestores estaduais de recursos hídricos
10/3/2017
A Agência Nacional de Águas (ANA) promoveu, entre os dias 6 e 10 de março, um encontro entre servidores da Agência e técnicos de dez órgãos gestores estaduais de recursos hídricos para debaterem principalmente sobre a importância e o uso das ferramentas isotópicas para a gestão de recursos hídricos. O encontro ofereceu aos inscritos a oportunidade de participação no Curso Hidrologia Isotópica, realizado de 6 a 8 de março; na Oficina da Rede Global de Isótopos em Águas de Chuva (GNIP), no dia 9 de março; e, no último dia, na Oficina sobre as Áreas Piloto para detalhamento das atividades da cooperação Urucuia e Verde Grande.

O evento faz parte do Acordo Regional de Cooperação para a Promoção da Ciência e Tecnologia Nucleares na América Latina e Caribe mantido com a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA). Trata-se de uma iniciativa que visa ao desenvolvimento do conhecimento de águas subterrâneas para contribuir a proteção, gestão integrada e a governança das águas subterrâneas.

“Temos aqui conosco especialistas da ANA, pesquisadores e técnicos de órgãos gestores estaduais, de universidades e de instituições do governo, todos envolvidos com a gestão das águas subterrâneas. Esperamos que esse curso seja o início de uma longa e frutífera estrada que nos leve à formação de uma rede de pesquisa sobre o assunto e à incorporação das metodologias de hidrologia isotópica no estudo dos aquíferos brasileiros”, afirmou Ney Maranhão, diretor da Área de Hidrologia da ANA.

O emprego de isótopos permite a determinação da origem da água subterrânea; sua idade, velocidade e direção do fluxo; interrelações entre águas superficiais e subterrâneas; conexões entre aquíferos diferentes; e características dos aquíferos, tais como porosidade, transmissividade e dispersividade.

Para o assessor internacional da ANA, Luiz Amore, os principais ganhos com o uso dos isótopos referem-se ao desenvolvimento da análise quantitativa dos hidrogramas – gráficos que representam a variação, no tempo, de diversas observações hidrológicas, como cotas, descargas, velocidade, carga sólida, etc. A determinação das idades das águas e a definição das proporções nas mesclas de águas de forma a caracterizar as interações entra água e meio ambiente são outros ganhos citados por Amore a partir do uso de isótopos.

O Curso Hidrologia Isotópica foi ministrado pela Prof. Drª. Paula Carreira, uma das autoridades mundiais no tema. Geóloga pela Faculdade de Ciências e Letras da Universidade de Lisboa, Paula Carreira é doutora em Geologia pela Universidade de Aveiro, especializada em Hidrologia Isotópica, Consultora e perita da AIEA, professora e investigadora em Ciências Nucleares na Universidade de Lisboa e responsável pelos Laboratórios de Massa de Isótopos Leves e de Datação de Trítio.
Texto:Carol Braz, Ascom/ANA











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